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1 Em Cada 4 Carros Do Grande ABC Tem Mais De 20 Anos

Ao decorrer dos anos os carros vão ficando velhos e peças precisam ser trocadas. Mas isso não significa que o carro não está mais em condições de rodar pelas ruas. Só significa que talvez ele precise de mais manutenção. Vamos tomar como exemplo a região próxima da cidade de São Paulo que se chama região do ABC. Ela pode ser um exemplo de como isso pode representar outras regiões do Brasil que também tem o mesmo cenário.

O retrato da frota do Grande ABC

Para termos ideia de um retrato geral da região, ela possui hoje uma frota ativa com aproximadamente 1,47 milhão de veículos sendo que 376.817 deles possuem mais de 20 anos desde sua data de fabricação. Isso representa um valor aproximado de 25,7% do total o que é bem relevante. Quando falamos de um carro com essa média de tempo de utilização, estamos falando de carros de 2006 ou antes disso em dias atuais.

Por que a frota continua tão antiga?

Carros da época de 2006 já são carros que possuem injeção eletrônica de combustível mas normalmente ainda possuem tecnologias simples para o motor e seus componentes o que significa que torna a manutenção deles mais barata. Esse inclusive é um dos principais fatores pela frota ser tão antiga. Por a manutenção ser barata, ainda continua valendo a pena fazer revisão nos carros mais antigos do que comprar um carro novo dos quais além do custo de comprar, caso precise trocar alguma peça o custo também será maior.

O ciclo de vida do veículo nos grandes centros

Um movimento que é muito comum e que se inicia nos grandes centros urbanos é o ciclo de vida do veículo que se inicia em regiões mais próximas aos centros e regiões de mais poder aquisitivo e aos poucos conforme a compra e venda desse veículo o seu uso começa a se tornar mais voltado para regiões mais distantes do centro ou até mesmo cidades menores também próximas as capitais.

Tem um outro ponto que é importante destacar é que carros novos costumam ter mais sistemas eletrônicos e consequentemente mais peças que a longo prazo podem dar algum tipo de problema no qual até encarece a mão de obra que as vezes exige que seja um pouco mais especializada também.

O que isso significa para quem vende autopeças

Sabendo desse tipo de comportamento de uso do veículo, empresas que vendem peças precisam ficar de olho e entender se o portifólio de produtos que eles possuem está de acordo com a demanda da sua região. Mas é válido lembrar também que para empresas que vendem autopeças online essa fronteira e disponibilidade de portifólio fica mais ampliada pois na venda online o cliente pode estar em uma cidade vizinha da qual você está e portanto se a peça for entregue no dia seguinte pode ser aceitável para o cliente.

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